Nas últimas semanas, acompanhamos muitas notícias preocupantes sobre mutações e novas cepas da Covid-19 pelo mundo – sendo as mais noticiadas a variante inglesa e a sul-africana. É sempre necessário ressaltar que essas mutações são comuns e quanto mais o vírus se espalhar, com maior frequência ocorrerão as mutações. Na maioria das vezes, elas não vão significar uma maior ameaça aos humanos, podendo até, em alguns casos, dificultar a sobrevivência do vírus.

Por isso, as mais comentadas são essas variantes mencionadas. Os primeiros estudos apontam uma maior capacidade de contaminação com a mutação N501Y, o que tornaria maior o desafio de conter a pandemia. No caso da variante inglesa, também existe a preocupação de que ela tenha um poder maior de contaminação em crianças e adolescentes, colocando em risco um grupo que estava relativamente mais protegido que outros.

Outra preocupação é com relação ao comportamento dessas novas cepas e as vacinas. Já houveram testes preliminares que indicaram que as vacinas existentes funcionam bem contra a variante inglesa, mas existe um medo de que a sul-africana possa ser mais resistente, já que ela tem uma mutação E484K - que lhe dá uma maior capacidade de evitar ser reconhecida pelos anticorpos. Logo, as vacinas que funcionam para preparar os anticorpos não conseguiriam ter o mesmo sucesso com essa mutação.

E é com esse problema que estamos tendo que lidar agora. Já foram registrados casos da variante inglesa em São Paulo e o mais preocupante é o que estão chamando de "versão brasileira", encontrada primeiramente no Japão – em viajantes que haviam partido da região do Amazonas. Esta variante apresenta as mutações mencionadas anteriormente e já está preocupando o governo inglês, que reforçou as fiscalizações nos portos e aeroportos. O governo do Pará, estado vizinho ao Amazonas, acabou de fechar suas fronteiras.

É extremante preocupante que o Estado do Amazonas apresente seus piores índices de mortalidade devido à covid-19 e, mesmo que seja precoce associar esse aumento de mortalidade a essa nova variante, temos que ficar atentos e reforçar as medidas de isolamento social. Quanto à vacina, os cientistas afirmam com segurança que mesmo que haja uma cepa mais resistente às vacinas que outras, para este primeiro momento não houveram mutações suficientes para tornar as vacinas obsoletas. Elas ainda são a nossa única esperança de, no decorrer do ano, controlarmos a pandemia.

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