Para comemorar os 70 anos do Jardim Pery, nesta sexta-feira, 7 de maio, o Coletivo Galeria Jardim Pery Zona Norte, organizado por Robinson Dias da Silva, em 2013 (através da página do facebook), realiza, a partir das 10 horas da manhã, uma caminhada por um importante trecho do bairro, seguindo, evidentemente, todos os protocolos de distanciamento social e precauções diante da Covid-19. A concentração está marcada para às 9h.

A caminhada homenageará o “aniversariante” Jardim Pery, contando sua história através da exposição de fotografias antigas, que será fixada na Praça Dom Helvécio Gomes Oliveira. Ao longo do percurso, os organizadores irão comparar essas fotos com a realidade de hoje e discutir estrutura, saneamento, problemas diversos etc. “Como o bairro é grande, nós vamos percorrer um pequeno trecho, mas já estamos pensando na realização de outras caminhadas históricas”, diz Robinson Dias.

Percurso

Da Praça, a caminhada, que está prevista para durar duas horas, seguirá pela Rua Índio Pery e acessará a Rua Elza Guimarães, até a altura do Córrego do Jardim Pery. Regressam à Rua Índio Pery e vão até a “biquinha”, recentemente lacrada pela prefeitura. Robinson conta que essa biquinha fornecia água potável até meados dos anos 70, quando tornou-se poluída. O Coletivo tem a intenção de desencadear uma campanha no bairro para a revitalização dessa biquinha. De lá, a caminhada segue pela Rua Joaquim Dias Pinto (em homenagem à família Dias, pioneira do bairro) e depois à Av. Peri Ronchette, regressando à Praça.

Pelo caminho, os participantes da caminhada irão plantar quatro mudas de árvores doados pelo Museu do Horto Florestal. O museu também cedeu algumas fotos para o Coletivo que serviram de base para a impressão de um livreto sobre a história fotográfica do bairro que será distribuído durante a caminhada.

Segundo Robinson Dias, o bairro surgiu praticamente, neste percurso, nas confluências da Praça Helvécio Gomes Oliveira, com a Avenida Peri Ronchette. “Era ali que todo mundo se reunia, antes mesmo da fundação do bairro”. Robinson conta que o acervo fotográfico irá mostrar à população imagens da época. “Foi ali que nasceram a primeira capela, a casa da Família Dias, imagens da Festa do Congo, em comemoração ao Dia 13 de Maio (que já não acontece mais), o primeiro telefone orelhão (apelido dos telefones públicos da época), o primeiro armazém, o primeiro restaurante, a primeira borracharia.

“Nós estamos pesquisando a história do bairro e organizando um documentário através da página do facebook. Foi daí que tivemos a ideia de organizar essas caminhadas”, relata Robinson ao CCN Notícias. “Será como se estivéssemos levando a página do facebook para a rua”, conta.

Robinson Dias da Silva é funcionário público e trabalha no Museu do Horto Florestal, com organização de acervo, com monitoria, pesquisa e história. Já a página do Coletivo no face (https://www.facebook.com/gjpzn) possui mais de 17 mil seguidores que curtem, interagem, mandam vídeos, fazem denúncias e enviam fotografias para contar essa bonita história.


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