Novembro trouxe uma onda expressiva de coronavírus para o nosso futebol. Qual a explicação? Será que existe um relaxamento dos clubes e da CBF na execução dos protocolos? O que sabemos é que a Covid-19 não saiu de cena e nem de campo.

Seja na Série A ou nas séries B, C e D, os casos estão dentro e fora de campo infectando comissões técnicas, jogadores e funcionários dos clubes. No Palmeiras, são 22 casos. Além disso, tem confirmações no Santos, Coritiba, São Paulo, Corinthians, Flamengo e agora no Atlético Mineiro, com 20 casos em três dias.

A equipe do São Bernardo, que atualmente disputa a Copa Paulista, também teve surto de Covid- 19 entre seus profissionais do futebol e teve seu técnico, Marcelo Veiga, de 56 anos, internado na UTI da Santa Casa de Bragança Paulista, SP e segue entubado e respirando com a ajuda de aparelhos.

De acordo com o comentarista Casagrande, da Rede Globo, o futebol deveria ser paralisado. “O futebol errou lá atrás. Na minha opinião, lá atrás, na discussão sobre volta ou não volta, errou. Agora, eles não podem errar. Na minha opinião, tem que parar o campeonato, porque não pode continuar dessa maneira. Tem que voltar tudo de novo, senão não vai dar certo”, disse.

A CBF está preparando um relatório de estudo que visa demonstrar não ter acontecido contaminação cruzada (entre jogadores) nos jogos, e com isso ter argumentos para, infelizmente, seguir com o futebol. Segundo a entidade, ficará comprovado que os profissionais estão se contaminado fora dos gramados.  O estudo também afirma que o maior índice de casos foi verificado nas Séries C e D. Não por acaso é justamente nestas séries onde as equipes estão mais vulneráveis, pelo descaso e tratamento desigual, tanto na transferência de recursos, quanto na logística dos jogos. De acordo com a CBF, o resultado do estudo deve sair nessa segunda-feira, 23.

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