O Brasil está há um ano e sete meses sem um ministro da Educação a altura da importância da pasta e das responsabilidades que lhes são exigidas. A vacância no MEC coincide com o tempo do mandato do presidente. Quer dizer, desde que assumiu, Bolsonaro não conseguiu emplacar um nome no Ministério da Educação que, de fato, atuasse em benefício do ensino, desde a creche até o superior.

O primeiro ministro nomeado, Rodriguez Velez, foi demitido. Durou apenas 4 meses e sete dias. Envolveu-se em situações polêmicas como reescrever a história do Brasil, sob o ponto de vista dos militares; instituir a militarização nas escolas do nível fundamental; implantar massivamente o ensino à distância, entre outras.

O segundo ministro, o inacreditável Abrahão Weintraub, permanceu 1 ano e dois mesmes. Também protagonizou cenas vexatórias.

Considerado o pior ministro da Educação que já passou pelo MEC, logo que assumiu, em 9 de abril de 2019, anunciou corte de recursos em universidades federais, as acusou de promoverem “balbúrdia” nos campus  e de cultivarem maconha (nunca comprovado). Cortou verbas para o ensino básico e em pós-graduação.

Weintraub foi péssimo aluno no curso de graduação em Ciências Econômicas na USP; tirou notas zero em Introdução à Economia, História Econômica Geral e Introdução à Sociologia. Era um notório desconhecedor da língua Portuguesa e deixou vazar o tema de redação, minutos após o início do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em novembro de 2019, quando mais de 6 mil estudantes foram prejudicados.

Insultou a China e os chineses ao acusá-los de terem se beneficiado com a “fabricação” proposital do novo coronavírus.

Weintraub se superou, quando na reunião ministerial do dia 22 de abril deste ano, disse que por ele “mandava prender esses vagabundos, a começar pelo STF”, o que suscitou investigação do Supremo, ato contínuo à sua demissão. Seu último ato foi revogar a política de cotas para a pós-graduação, considerado uma “vingança” contra o povo. Felizmente, restaurda. Ao perder o foro de ministro, Weintraub “fugiu” para os EUA com passaporte assinado pela autoridade brasileira o que é suspeitíssimo. O terceiro ministro, Carlos Decotelli, foi nomeado, dia 25 de junho, para cinco dias depois, ser demitido. Nem chegou nem a tomar posse. Descobriu-se que havia mentido por várias vezes em seu currículo Lattes.

O mais novo ex-ministro, também não empossado, foi o empresário Renato Feder. Mal foi anunciado para que surgissem várias acusações contra o ministro, como fechar contratos com o governo federal, um deles no valor de R$ 14 milhões, sendo que ele mesmo é o dono da empresa, a Multilaser que fornece tablets ao IBGE.

Renato Feder é um daqueles fanáticos políticos que querem acabar com a educação pública no país. Para ele, a educação desde a creche, o ensino fundamental até a universidade deveria ser paga. Seu plano seria começar vendendo as universidades federais.

 

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