Se há um segredo guardado a sete chaves, durante as cerimônias de abertura dos Jogos Olímpicos, este segredo é quem conduzirá por último a tocha que ascenderá a Pira Olímpica. Nestes Jogos de Tokio-2020, não foi diferente e o Japão revelou uma agradabilíssima surpresa ao mundo; a tenista a ativista Naomi Osaka, segunda no ranking da WTA.

Filha de mãe oriental com pai negro, haitiano, 23 anos, Naomi se consolidou como um ícone mundial ao brilhar nas quadras, mas também como uma militante engajada na luta pela igualdade racial e saúde mental dos atletas.

A organização dos Jogos escolheu acertadamente Naomi para ascender a Pira Olímpica. Com isso, passou uma linda mensagem sobre a diversidade, na voz de uma das mais ativas militantes contra o racismo. O tradicional e conservador Japão, passou uma imagem de moderno, tolerante e engajado.

Noami usou de suas redes sociais para comemorar o feito histórico. “Sem dúvidas, o maior prêmio e honra que eu terei na minha vida, não tenho palavras para descrever os sentimentos que tenho agora, mas sei que atualmente estou cheia de gratidão e agradecimento. Amo vocês, muito obrigada” disse Naomi.

Ativismo

Durante sua participação no US Open, em agosto de 2020, Naomi entrava em quadra usando máscaras pretas em homenagem a George Floyd e Breonna Taylor, vítimas da violência por parte de policiais norte-americanos. “Quero que as pessoas comecem a falar desses problemas e por isso utilizei as máscaras ao longo das duas semanas” afirmou a tenista, na época.

Naomi Osaka também se negou a jogar a semifinal do torneio de Cincinnati (EUA), em resposta à morte de Jacob Blake, um homem negro baleado pela polícia, em Wisconsin. Na época, a tenista justificou sua atitude dizendo que antes de ser atleta era uma mulher negra, “e como uma mulher negra, sinto que há coisas mais importantes nesse momento que requerem imediata atenção, mais do que me assistir a jogar tênis”.

Recentemente, Osaka revelou ao mundo, que desde 2018 estava sofrendo com longas crises de depressão e ansiedade. Por ainda estar em tratamento, a tenista se recusa a participar de longas coletivas de imprensa antes e após as partidas.

Naomi estrearia nos Jogos Olímpicos de Tokio-2020, nesta sexta, às 23 horas, horário de Brasília.

Autor
César Augusto Rodrigues é professor de Educação Física
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