Segundo a mais recente pesquisa da BTG/Nexus, a intenção de votos na candidatura do presidente Lula à reeleição chegou a 47,7% dos votos válidos no cenário espontâneo. Isso significa que ele já está pertinho de atingir a marca necessária pra uma vitória ainda no primeiro turno. O levantamento foi feito entre os dias 25 a 27 de setembro, em todo o país.
É muito cedo para afirmar, não é fácil, mas sonhar é possível, desistir e desanimar, jamais!
A alguns dias atrás, achava muito difícil essa possibilidade. Hoje, a seis dias do pleito, considero ser bastante possível – e não estou sozinho neste sonho. Nos últimos dias, a conjuntura virou a nosso favor. A militância das esquerdas recuperaram dois pilares fundamentais: as ruas e as redes sociais. O próprio presidente Lula, o deputado federal Lindberg Farias (PT-RJ), o deputado federal André Janones (REDE-RJ), o ex-deputado e ex-presidente do PT, José Genoíno dizem que essa é uma realidade bastante plausível e sinalizam alguns fatores que comprovam a tese:
1. O Ministro Flávio Dino retirou o STF da pauta política eleitoral ao solicitar vistas do processo, por 90 dias, que analisa o envolvimento do Ministro Alexandre de Moraes no caso Master, obrigando, assim, o presidente do Supremo, Edson Fachin, adiar o processo que investigava a participação do Ministro André Mendonça no mesmo caso. A política novamente entrou em campo.
2. As outras candidaturas começaram a minguar. Ficou evidente o distanciamento de Lula para a candidatura de Flávio Bolsonaro, claramente envolvido em diversas possibilidades de participação em crimes contra a Nação. O voto últil surgiu nas discussões.
3. A decisão acertadíssima do governo federal em acabar (mesmo sendo Medida Provisória) com as Bets. Cerca de 75% da população brasileira apoiam a medida, principalmente, as mulheres que foram as maiores vítimas, tal o envolvimento dos seus filhos e companheiros. O bom senso voltou.
4. O ataque inacreditável à imagem de Nossa Senhora Aparecida como “A Padroeira do Brasil” foi imperdoável. Caiu como uma bomba no meio católico. Atitude inaceitável do bolsonarismo.
Há também fatores estaduais que contribuem com a análise. No Rio Grande do Sul, perdemos, em 2022, por uma diferença de 15%. Hoje, estamos praticamente empatados, graças a aliança liderada por Juliana Brizola (PDT). Temos chances de eleger dois senadores; Manuela D’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT).
No Paraná, o candidato Requião Júnior (PDT) pode ir ao segundo turno e lá também podemos eleger mais uma mulher senadora, Gleise Hoffmann (PT).
Em Minas Gerais, também podemos chegar ao segundo turno e até eleger Patrus Ananias (PT) governador, além de Marília Campos (PT) ao Senado.
No Rio de Janeiro, podemos emplacar a incansável Benedita da Silva (PT) o senado.
Há outros exemplos que poderia citar. Mas, há um que é preciso destacar. Pela primeira vez, além de grandes lideranças apontarem a possível vitória no primeiro turno, a esquerda, finalmente, deixou o discurso retranqueiro e acovardado de “reservar recursos financeiros para o segundo turno”, ou ainda achar que a militância ficaria triste e desmotivada num segundo turno. Seríamos “crianças mimadas”.
Se tudo der errado, alcançaremos 49,9% dos votos válidos e isso será um indicador que teremos uma grande bancada de deputados estaduais, federais, senadores e de governadores.
Parodiando o peta: navegar é preciso e sonhar, lutar, e ter postura militante nas ruas e nas redes sociais, é imprescindível.
Rumo à vitória. Eu acredito e no primeiro turno.