Após 119 anos de presença e trabalho na cidade de São Paulo, de 20 anos da sua canonização e 80 anos da sua morte, Santa Paulina, a primeira santa brasileira, receberá neste sábado, dia 6 de agosto, o Título póstumo de Cidadã Paulistana, em ato solene a ser realizado, às 15h, na sede geral da Congregação Santa Paulina, à Rua Pe. Marchetti, 237, no bairro do Ipiranga. A iniciativa é da Vereadora Juliana Cardoso (PT), conforme Decreto Legislativo 70/2021.

Canonizada no dia 19 de maio de 2002, Santa Paulina viveu a maior parte de sua vida no Memorial da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, presente em 12 países e em vários estados do Brasil.

A homenagem será recebida pela Madre Geral da Congregação, Irmã Rosane Lundin.

Esta justa homenagem faz parte das comemorações do Ano Jubilar, quando se celebram os 20 anos do reconhecimento da santidade de Paulina pela Igreja Católica. Desde então, a Santa é venerada nos altares, atraindo milhares de devotos no Brasil e em outros países.

História da Santa

Nascida em 16 de dezembro de 1865, em uma família pobre da região de Trento, Itália, Amabile Lúcia Visintainer imigrou para o Brasil, antes de completar 10 anos de idade, fugindo com sua família da fome e da pobreza. Primeiramente, sua família instalou-se em Nova Trento, Santa Catarina, onde encontrou muita dificuldade para tratar e cultivar a terra.

Ainda pequena, Amabile cuidava da avó enferma, quando percebeu que despontava em si uma vocação religiosa. Sua espiritualidade aumentou ainda mais, quando precisou assumir o lugar da sua falecida mãe nos trabalhos de casa, além do árduo trabalho na lavoura. Mesmo assim, encontrou disposição para, mais trade, criar uma associação de trabalho comunitário.

Em seguida, sem estudo e sem dinheiro, mas confiando na Providência Divina, fundou, em 1890, junto com algumas amigas, a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, uma organização que tem como marca o cuidado no trato com doentes. Em agosto de 1895, o bispo de Curitiba, em visita à Paróquia de Nova Trento concede à Amábile e suas amigas a “consagração religiosa”, quando torna-se Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus, mais conhecida como Irmã Paulina.

Já em 1903, Irmã Paulina chega à cidade de São Paulo para cuidar de enfermos e, principalmente, dos filhos de ex-escravos que a procuravam, no bairro do Ipiranga. Alí, sua Congregação iniciou e desenvolveu um trabalho contínuo, importante e marcante de serviços prestados aos pobres e sofridos que marcara toda sua vida. Faleceu em 9 de julho de 1942, ao 77 anos.

O primeiro milagre atribuído à Irmã Paulina foi registrado em Imbituba, SC. A Igreja reconheceu a cura instantânea, perfeita e duradoura de uma senhora que possuía, à época, uma doença complexa. O segundo milagre comprovado e reconhecido ocorreu pela cura completa de uma menina que nasceu com má formação cerebral.

A então, Madre Paulina, foi Beatificada pelo Papa João Paulo II, em 1991 e Canonizada, em 2002, na Praça de São Pedro, no Vaticano, passado a ser chamada de “Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus”.

Com informações da jornalista Neusa dos Santos

Autoria
Juliana Cardoso - Vereadora da cidade de SP. De origem indígena, nasceu e foi criada na periferia da Zona Leste. Iniciou sua militância nas Comunidades Eclesiais de Base, na Pastoral da Juventude. Seu mandato é um instrumento da luta dos movimentos sociais e sindicais com a defesa dos interesses das trabalhadoras e dos trabalhadores. Atua em várias frentes como o fortalecimento do SUS, a luta por moradia digna, a defesa dos direitos das mulheres e integra a Brigada pela Vida de São Paulo.
Artigos publicados