A Banda Alma Livre inicia neste sábado, 24, às 20 horas, uma série de cinco “lives”, em que irá tocar as músicas do disco “Reggando Vidas”, um projeto lançado em 2019. As lives serão direto da “sede” da Banda, na Serra da Cantareira, e serão transmitidas pela página oficial da banda no facebook@almalivreoficial.

José Alves, líder e vocalista da banda, também irá tocar uma de suas composições feitas em 2019 para um novo disco, que, por conta da pandemia não pode ser lançado. A música “Piedade”, que faz parte do novo trabalho, teve participação especial de Almir Sater.  “Esperamos que o show seja uma experiência musical de qualidade, educativa e inspiradora”, diz.

Defensor do isolamento social e da observação de todos os protocolos de segurança contra a covid, Alves conversou, com exclusividade, com o CCN Notícias, sobre a live e os projetos para o futuro.

CCN – Qual é a expectativa da Banda para essa série de cinco lives da Serra da Cantareira para o mundo?

Alves - Muito grande. Nós vínhamos apresentando as músicas do projeto Reggando Vidas sempre com público nos pólos culturais da Prefeitura, mas, agora, por conta da pandemia, a gente vai fazer no formato de live. Mas, não menos interessante. Vamos levar a mesma energia para que as pessoas possam captar o ideal desse projeto. Pode parecer utopia, mas as grandes transformações da história começaram com utopias, não é? A gente sempre leva essa ideia, de que é possível transformar o mundo. E, com as lives, vamos alcançar um número muito maior de pessoas. Isso é importante pra gente, nos fortalece nas nossas ideias e contribuições. Quanto mais pessoas puderem ver e se sentir bem com aquilo que estamos fazendo, faremos com muito mais prazer e amor. Esse é o objetivo do Reggando Vidas.

CCN – Como a Banda e seus integrantes vêm conseguindo enfrentar a pandemia?

Alves – A pandemia nos trouxe uma realidade nova e bastante complicada. Acredito que vamos levar um bom tempo para nos adaptar a essa nova realidade. Mas, quanto a nossa sobrevivência, pra nós, financeiramente, não foi muito impactante, porque, alguns meses antes da pandemia eu, o Agnaldo (tecladista da banda) e o Adalberto, que é artista plástico, montamos um ateliê para a produção de obras sacras. Quando a pandemia chegou e as atividades da banda pararam, nós focamos no ateliê. Isso nos ajudou bastante. Os outros integrantes da banda também tinham atividades econômicas paralelas à da Banda e, assim, conseguiram se sustentar de forma mais ou menos tranquila. Em relação à saúde, todos bem, graças a Deus.

CCN – E quando tudo isso terminar, quais os planos da Banda?

Alves – Ah! Temos bastante planos no pós-pandemia. Queremos resgatar algumas coisas que iniciamos em 2020, como a realização de um Festival de Reage, quando trazíamos bandas estrangeiras para o Brasil. Queremos trazer novamente bandas do Uruguai, do Chile e da Argentina. Queremos também lançar o nosso novo trabalho que já está praticamente pronto, só esperando o momento certo. O importante é acreditar sempre. A humanidade sempre conseguiu encontrar formas de lhe dar com essas situações e nós precisamos acreditar, sonhar, investir e planejar. Agora, aproveitando o que é possível fazer, através das lives e das plataformas digitias, depois, quando a gente puder voltar com público, que seja reconfortante e animador.

CCN – Por que vocês não lançaram o novo trabalho se ele já está pronto?

Alves – No finalzinho de 2019, já estávamos com o material pronto, mas a gente decidiu, naquela altura, lançar, incialmente, um single. A música “Piedade” que contou com a participação de Almir Sater. Foi maravilhoso essa experiência. E foi bom a gente ter tomado aquela decisão, porque, se não tivéssemos lançado a música antes do disco, nem ela teria saído, por causa da pandemia e a gente teve que cancelar todo o trabalho. A gente fazia o que era possível. De vez em quando, a gente ia para o stúdio. Mas, não lançamos o disco durante a pandemia e esperar novos horizontes. Musicalmente, o trabalho está pronto e a expectativa é grande para o melhor momento do lançamento, embora a gente ainda não sabe quando isso será, para levar a nossa proposta e objetivos do Alma Livre.


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